segunda-feira, 15 de maio de 2017

Amor à primeira vista?






Leia ouvindo Everything - Lifehouse 

https://www.youtube.com/watch?v=Tx6z14x1wB4


A gente passa a vida inteira em busca do tal do ''verdadeiro amor'', olhamos aqueles filmes onde os casais se esbarram na rua e em uma troca de olhares já sabem que aquele é o amor da vida deles... mas será que é assim que o amor acontece mesmo? Será que existe amor à primeira vista? Ou será que ele se esconde bem atrás de nossos olhos o tempo todo e não nos damos conta porque estamos cegos demais olhando para outro lado ou com medo de senti-lo?
A música, a multidão, as luzes... e lá estava você. Lembro exatamente da primeira vez que te vi. Não sei se me apaixonei à primeira vista, mas havia algo em você que me fez querer te conhecer. Surgiu a oportunidade, nos falamos, dou risada só de lembrar da minha dificuldade em pronunciar teu nome. Cheguei em casa, stalkeei sua página na internet e descobri o quanto temos em comum. Te mandei uma mensagem, e a partir daí, não paramos mais de nos falar. Incrível como ficamos amigos tão rápido, mas não, você não queria ser meu amigo, e no fundo talvez eu também não quisesse, mas não era a hora certa, ainda.
Você me mostra fotos da viagem que você faz, e por um minuto eu me imagino lá com você, afasto esse pensamento da minha mente, em uma tentativa de escapar do provável sentimento que estava se criando. Sim, eu confesso, eu fugi. Por medo. Sou covarde? Sou, mas eu tinha meus motivos, e você os conhece bem.
Você se declara pra mim, eu não acredito em nenhuma palavra do que você diz. Como alguém que só me viu uma vez pode gostar de mim? Digo que não podemos ficar juntos, você não me entende. E será que eu me entendo? Você só queria uma chance, uma chance de me mostrar que podíamos dar certo, mas eu ainda não estava pronta.
Eu conheço outra pessoa, e você coincidentemente conhece outra pessoa também. Nos afastamos. Ou eu que afastei você de mim?
Você está passando por um momento difícil, e eu não sabia de nada. Não sabia que talvez você estivesse precisando de mim, e você não sabe o quanto me sinto mal por isso.
Te encontro pela segunda vez. Lembro de você todo tímido vindo em minha direção, você me fala sobre ela, e eu te dou conselhos. Você diz que a ama, e eu te digo que muitas vezes a gente acha que ama alguém, por não saber o que de fato é amor, até um dia conhecê-lo e ver que é muito maior do que aquilo que imaginávamos.
Eu termino com ele, e você coincidentemente termina com ela também. Quantas coincidências não é mesmo?
Dias depois do meu aniversário eu vejo que você me mandou uma mensagem no meu celular me desejando parabéns. E assim, o destino nos une novamente. 
Nos encontramos pela terceira vez. E pela primeira vez, você toma coragem e diz o que sente olhando nos meus olhos, implorando por uma chance, e o que eu faço? Te afasto novamente. Seus olhos se enchem d'água e eu beijo seu rosto e te dou um abraço, aquele abraço... mil sentimentos em um único abraço. E eu corro, corro pra longe de você mais uma vez.
Aquelas palavras que você disse depois daquele dia, apesar de eu ter te ignorado, eu não esqueci. No fundo eu sabia o erro que eu estava cometendo, mas eu acreditava que você ainda não estava pronto pra mim, o que na verdade, quem não estava pronta era eu. Você sempre esteve pronto pra mim.
E aí você decide tentar desistir de mim e ser meu ''amigo''. E o que acontece? Eu começo a sentir ciúmes. Ciúmes de você. E quando começa os ciúmes... aí já era. Dou risada agora, lembrando de nós brigando como se fôssemos namorados. Você me mandava as conversas com outras garotas e aquilo me dava ânsia de vômito. ''A única que eu me importo é você'', é o que você dizia.
Quase um ano depois, naquele mesmo lugar que nos conhecemos, nos encontramos pela quarta vez. Você queria chegar numa garota, e ela estava com outro cara. Eu te digo que você é lindo, e consegue a garota que quiser. E naquele momento eu quis dizer ''inclusive eu''.
Você me pede um abraço, nosso segundo abraço que falava mais do que nossas bocas pudessem dizer. 
Os ciúmes começaram a ficar mais difíceis de disfarçar, até que eu admiti. Admiti que eu sentia ciúmes, admiti que eu te queria, admiti que no fundo, eu sempre te quis. 
Um ano depois que nos conhecemos, finalmente eu te dei a chance que você tanto queria. E no quinto encontro, nós ficamos. Um beijo calmo, tímido, e sincero.
Mas a história ainda estava longe de acabar. Ficamos pela segunda vez, e meus medos invadiram minha mente novamente. E mais uma vez eu fugi de você. Você ficou perdido, sem entender nada, e eu não te culpo por isso. 
Se você nunca mais quisesse falar comigo e saber de mim, eu iria entender totalmente. Mas não, você não desistiu. Você foi atrás de mim, me segurou nos seus braços, e disse que não ia desistir de nós. E eu não resisti aqueles olhos verdes e aquela boca macia e me entreguei nos teus lábios. Falei que precisava de um tempo pra decidir o que eu queria, e você disse que ia esperar o tempo que fosse. E você esperou. Você provou que o sentimento que dizia sentir por mim, é verdadeiro, e depois de eu tanto duvidar do que você sentia, por não querer acreditar, porque saber, eu sempre soube... resolvi parar de ter medo. Resolvi me entregar a esse sentimento, e foi a melhor decisão que eu podia ter tomado.
Você me fez sentir, o que eu nunca consegui sentir antes por ninguém, por não estar madura o suficiente, e por não saber o que é de fato o amor. 
Ninguém nunca lutou por mim, como você lutou.  Ninguém nunca me amou do jeito que você me ama, e ninguém nunca me fez amar, da forma que eu te amo. Ninguém nunca me fez sentir tão segura, da forma que você me faz sentir. Eu não tenho mais medo, não tenho medo do amanhã, não tenho medo do que vai acontecer com a gente, eu sei do hoje. Eu sei que hoje eu sou feliz. Sou feliz por ter te conhecido, e feliz por ter você do meu lado. Sou feliz por ter me permitido viver essa história tão linda que nós criamos, cheia de encontros e desencontros. Mas é como dizem, quando é pra dar certo, não tem nada nesse mundo que impeça isso de acontecer. Por isso, obrigada. Obrigada por me fazer acreditar novamente nesse lance de amor.
E respondendo a minha pergunta do início, o amor aparece à primeira vista, mas ele se enconde, e só quando nos permitirmos senti-lo e estivermos prontos, que ele de fato, acontece.








Dedicado à Villian Assis Mauzolf.



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